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Duarte Spínola · 25 de Junho de 2026
Palo Alto Networks 2026: Security Zones, Policies, NAT e GlobalProtect — Guia Prático para PME
O Palo Alto Networks (PAN-OS) é uma das firewalls de próxima geração mais usadas em ambientes empresariais, com funcionalidades como App-ID (identificação de aplicações independentemente da porta), User-ID (mapeamento de utilizadores para IPs via Active Directory) e Content-ID (prevenção de ameaças). Este guia cobre a configuração base que um sysadmin de PME precisa de dominar: security zones, security policies, NAT, App-ID/User-ID, GlobalProtect (VPN SSL) e High Availability. Para configuração de VPN IPsec site-to-site com failover, ver o artigo já publicado no kbase.pt (Palo Alto IPsec: 2 Túneis com Failover Automático). Todas as fontes oficiais estão referenciadas inline, baseadas na documentação do PAN-OS 11.1 (docs.paloaltonetworks.com).
Neste artigo
- Entender o Modelo de Segurança do PAN-OS
- Pré-requisitos e Conceitos Essenciais
- Passo 1 — Configurar Security Zones
- Passo 2 — Criar Security Policies com Security Profiles
- Passo 3 — Configurar NAT (Source, Destination e Bidirectional)
- Passo 4 — Activar App-ID e Migrar Regras com Policy Optimizer
- Passo 5 — Configurar User-ID com Active Directory
- Passo 6 — Configurar GlobalProtect (VPN SSL)
- Passo 7 — Configurar High Availability (Active/Passive)
- Passo 8 — Verificar e Diagnosticar com CLI
- Erros Comuns de Configuração
- Checklist Rápido de Verificação
1. Entender o Modelo de Segurança do PAN-OS
O PAN-OS difere de firewalls tradicionais porque avalia tráfego com base na aplicação real (App-ID) e não apenas em portas/protocolos. Isto significa que uma regra pode permitir “Facebook” mas bloquear “Facebook Chat”, ou permitir “web-browsing” mas bloquear “file-transfer” sobre o mesmo protocolo HTTP (Palo Alto — App-ID Overview).
A arquitectura do PAN-OS assenta em três pilares:
| Pilar | Função | Exemplo prático |
|---|---|---|
| App-ID | Identifica a aplicação real, independentemente da porta | Detectar BitTorrent na porta 443 |
| Content-ID | Prevenção de ameaças (AV, anti-spyware, URL filter, WildFire) | Bloquear malware em anexo de email |
| User-ID | Mapeia IPs a utilizadores/grupos do Active Directory | “Permitir DOMAIN\Finance aceder ao ERP” |
O fluxo de configuração segue uma ordem lógica: Zones (segmentar a rede) → Interfaces (atribuir IPs às zones) → Security Policies (permitir/negar tráfego entre zones) → NAT Policies (traduzir endereços) → Security Profiles (anexar prevenção de ameaças às regras allow).
⚠ Atenção
No PAN-OS, as NAT policies e as security policies são avaliadas de forma independente. Uma regra NAT traduz o endereço, mas o tráfego também precisa de uma security policy que o permita. Não assumir que criar uma regra NAT permite automaticamente o tráfego.
2. Pré-requisitos e Conceitos Essenciais
Antes de configurar policies e NAT, é necessário entender os conceitos base do PAN-OS:
Zones — Cada interface física ou lógica pertence a uma zone. As security policies são escritas entre zones (ex.: trust → untrust). As zones mínimas para uma PME são: trust (LAN interna), untrust (Internet/WAN) e DMZ (servidores públicos). Ao configurar VPN (IPsec ou GlobalProtect), adiciona-se uma zone tunnel (Palo Alto — Network Segmentation).
Zone Protection Profiles — Perfis de protecção anexados a zones que adicionam defesas contra DoS, flood, reconhecimento (port scan) e ataques de protocolo. Essencial para a zone untrust (voltada para a internet) (Palo Alto — Zone Protection Profiles).
Security Profiles — Grupos de perfis de prevenção de ameaças (Antivirus, Anti-Spyware, Vulnerability Protection, URL Filtering, WildFire, File Blocking) que são anexados a regras allow. Uma regra sem security profiles permite o tráfego mas não o inspeciona (Palo Alto — Security Profiles).
Commit — Todas as alterações no PAN-OS ficam pendentes até executar commit. Isto permite preparar múltiplas alterações e aplicá-las atomicamente. Sem commit, as alterações não estão activas.
Virtual Routers — O PAN-OS usa virtual routers para gerir tabelas de routing. Por defeito, existe um virtual router default. Em ambientes complexos, pode-se criar virtual routers separados para segmentar domínios de routing.
3. Passo 1 — Configurar Security Zones
As zones são a base de toda a configuração. Sem zones, não há policies. O processo é:
- Navegar para Network > Network Profiles > Zone Protection (opcional mas recomendado)
- Criar um Zone Protection Profile para a zone untrust:
- Name:
Untrust-Protection - Flood Protection: SYN flood → SYN cookies
- Reconnaissance Protection: IP sweep → drop, port scan → drop
- Navegar para Network > Zones
- Criar as zones:
Zone trust (LAN interna):
- Name:
trust - Type: Layer3
- Interface: ethernet1/2 (interface LAN)
- User-ID: Enabled (para mapear utilizadores)
- Zone Protection: nenhum (interno)
Zone untrust (Internet/WAN):
- Name:
untrust - Type: Layer3
- Interface: ethernet1/1 (interface WAN)
- User-ID: Disabled (nunca mapear utilizadores da internet)
- Zone Protection:
Untrust-Protection
Zone DMZ (servidores públicos):
- Name:
DMZ - Type: Layer3
- Interface: ethernet1/3
- User-ID: Disabled
- Zone Protection: opcional
Zone tunnel (para GlobalProtect e IPsec):
- Name:
tunnel - Type: Tunnel
- Interface: tunnel.1 (interface virtual de túnel)
💡 Nota
A zone tunnel é do tipo Tunnel, não Layer3. É usada para tráfego que termina num túnel VPN (GlobalProtect ou IPsec). Não confundir com a interface física — a interface tunnel.1 é virtual e só existe para dar um ponto de entrada/saída ao tráfego VPN.
4. Passo 2 — Criar Security Policies com Security Profiles
As security policies controlam que tráfego pode passar entre zones. São avaliadas de cima para baixo — a primeira regra que corresponde determina a acção. A regra default (no fim da lista) é tipicamente deny (negar tudo o que não foi explicitamente permitido) (Palo Alto — Security Policy).
Ordem recomendada de regras para PME:
- Regra de gestão — permitir tráfego da sub-rede de administração para a firewall
- Outbound — trust → untrust para aplicações permitidas + security profiles
- DMZ inbound — untrust → DMZ para serviços publicados (restrito)
- VPN/GlobalProtect — tunnel → trust (com restrições por User-ID)
- Default deny — any → any → deny (no fim da lista)
Criar regra outbound (trust → untrust):
- Navegar para Policies > Security
- Adicionar nova regra:
- Name:
Outbound-Web - Source Zone:
trust - Destination Zone:
untrust - Source Address:
192.168.1.0/24(ou qualquer subnet interna) - Destination Address:
any - Application:
web-browsing,ssl,dns(App-ID) - Service:
application-default(usa as portas padrão de cada aplicação) - Action:
allow - Security Profiles: anexar grupo com Antivirus + Anti-Spyware + URL Filtering
- Clicar OK e fazer Commit
Criar regra para publicar servidor web (untrust → DMZ):
- Adicionar nova regra:
- Name:
Inbound-Web-Server - Source Zone:
untrust - Destination Zone:
DMZ - Source Address:
any - Destination Address:
Web_Server_IP(address object do servidor) - Application:
web-browsing,ssl - Service:
application-default - Action:
allow - Security Profiles: Antivirus + Vulnerability Protection + URL Filtering
⚠ Atenção
Usar application-default no campo Service em vez de any garante que cada aplicação só é permitida na sua porta standard (ex.: web-browsing na 80/443, DNS na 53). Isto reduz a superfície de ataque — se uma aplicação tentar usar uma porta não standard, não vai corresponder à regra.
Security Profile Groups:
Para não anexar cada perfil individualmente, cria-se um Security Profile Group (Palo Alto — Create Security Profile Group):
- Navegar para Objects > Security Profile Groups
- Criar grupo
SMB-Baseline:
- Antivirus: default
- Anti-Spyware: default
- Vulnerability Protection: default
- URL Filtering:
SMB-URL-Filter(perfil customizado que bloqueia malware, phishing, adult content) - WildFire: default
- Anexar este grupo a todas as regras allow
5. Passo 3 — Configurar NAT (Source, Destination e Bidirectional)
O NAT no PAN-OS é uma policy separada das security policies. Existem três tipos principais (Palo Alto — NAT):
| Tipo | Quando usar | Exemplo |
|---|---|---|
| Source NAT (DIPP) | Traduzir IPs internos para o IP público da interface WAN | Clientes LAN a aceder à internet |
| Destination NAT | Redireccionar tráfego externo para um servidor interno | Aceder servidor web interno via IP público |
| Bidirectional (Static) NAT | Mapear 1:1 um IP público para um IP interno | Servidor DMZ com IP público dedicado |
Source NAT (Dynamic IP and Port):
- Navegar para Policies > NAT
- Adicionar nova regra:
- Name:
SNAT-Outbound - Original Packet: Source Zone =
trust, Destination Zone =untrust, Source Address =192.168.1.0/24 - Translated Packet: Source Translation =
Dynamic IP and Port, Interface Address = ethernet1/1 (WAN)
- Clicar OK
Isto traduz todos os IPs internos para o IP público da interface WAN1. Para PME com um único IP público, é a configuração mais comum (Palo Alto — Source DIPP NAT).
Destination NAT (para servidor web interno):
- Adicionar nova regra NAT:
- Name:
DNAT-Web-Server - Original Packet: Source Zone =
untrust, Destination Address =203.0.113.10(IP público) - Translated Packet: Destination Translation =
192.168.10.100(IP interno do servidor), Port Translation = 80
- Criar a security policy correspondente:
- Source Zone:
untrust - Destination Zone:
DMZ - Destination Address:
203.0.113.10(IP público original, pré-NAT)
⚠ Atenção
A security policy deve usar o IP público original (pré-NAT) no Destination Address, mas a Destination Zone deve ser a zona pós-NAT (DMZ). O PAN-OS avalia a NAT primeiro para determinar a zona de saída, mas a security policy é aplicada com os endereços originais (pré-NAT) e a zona pós-NAT. Isto é uma das confusões mais comuns em PAN-OS: NAT rules usam pré-NAT para tudo (zonas e endereços), mas security policies usam endereços pré-NAT com zonas pós-NAT (Palo Alto — Destination NAT).
Bidirectional NAT (para servidor DMZ com IP público dedicado):
- Adicionar regra NAT:
- Name:
Static-NAT-DMZ-Server - Original Packet: Source Zone =
untrust, Destination Address =203.0.113.20 - Translated Packet: Static Translation, Bi-directional = Yes, IP =
192.168.10.20
- Isto cria automaticamente a tradução inversa: o servidor 192.168.10.20 aparece na internet com o IP 203.0.113.20
U-turn NAT (hairpin):
Se clientes internos precisam de aceder a um servidor interno usando o IP público (ex.: servidor.empresa.pt resolve para 203.0.113.10), é necessário U-turn NAT para que o tráfego não saia para a internet e volte (Palo Alto — U-turn DNAT):
- Adicionar regra NAT:
- Original Packet: Source Zone =
trust, Destination Zone =untrust, Destination Address =203.0.113.10 - Translated Packet: Destination Translation =
192.168.10.100, Source Translation =Dynamic IP and Port(interface WAN)
6. Passo 4 — Activar App-ID e Migrar Regras com Policy Optimizer
O App-ID identifica aplicações independentemente da porta. Em vez de permitir “TCP 443” (que pode ser HTTPS, mas também pode ser uma aplicação P2P disfarçada), o App-ID identifica a aplicação real e permite criar policies baseadas nessa identificação (Palo Alto — App-ID).
Para PME que estão a migrar de uma firewall tradicional (baseada em portas) para o PAN-OS, o Policy Optimizer é a ferramenta ideal. Ele analisa o tráfego real que passa pela firewall e sugere aplicações App-ID para substituir regras baseadas em portas (Palo Alto — Policy Optimizer):
- Navegar para Policies > Security
- Clicar em Policy Optimizer (botão no topo da lista de regras)
- Seleccionar uma regra baseada em portas (ex.: Service =
tcp-443) - O Optimizer mostra as aplicações reais detectadas nessa regra (ex.:
ssl,web-browsing,bing,facebook-base) - Substituir o Service
tcp-443pelas aplicações identificadas - Usar
application-defaultpara garantir que cada aplicação só usa a sua porta standard
Nota: A migração de regras baseadas em portas para App-ID deve ser faseada. Começar pelas regras outbound (trust → untrust) que são menos arriscadas. Deixar as regras inbound (untrust → DMZ) para o fim, onde o erro pode expor serviços. O Policy Optimizer mostra o tráfego dos últimos 30 dias — quanto mais tempo a firewall estiver em produção, mais dados há para optimizar.
7. Passo 5 — Configurar User-ID com Active Directory
O User-ID mapeia endereços IP a utilizadores e grupos do Active Directory, permitindo criar regras de security policy baseadas em identidade (ex.: “permitir DOMAIN\Finance aceder ao ERP; negar a todos os outros”) (Palo Alto — User-ID).
Para PME com um único domínio Active Directory, a configuração mais simples usa o User-ID agent embutido na firewall (não precisa de um agente separado em Windows):
- Navegar para Device > User Identification > User-ID Agents
- Criar um User-ID agent embutido:
- Server Monitor: adicionar o Domain Controller
- Connection Type: Read AD security logs
- LDAP Server Profile: criar perfil LDAP para o DC (IP, porta 389, bind DN, password)
- Navegar para Device > User Identification > Group Mapping:
- Name:
AD-Group-Mapping - LDAP Server Profile: o perfil criado acima
- Group Include List: seleccionar os grupos do AD a mapear (ex.:
Finance,IT-Admins,HR)
- Activar User-ID na zone
trust(Network > Zones > trust > User-ID: Enabled) - Criar security policy baseada em utilizador:
- Source User:
DOMAIN\Finance - Application:
erp-app(ou a aplicação do ERP) - Action:
allow
Para verificar o mapeamento de um IP específico:
show user ip-user-mapping ip 192.168.1.50
# Verificar grupos mapeados
show user group list
(Palo Alto — User-ID CLI Cheat Sheet)
💡 Nota
O User-ID só deve estar activo em zones internas (trust). Nunca activar User-ID na zone untrust — não faz sentido mapear IPs da internet a utilizadores internos. Para ambientes com múltiplos domínios ou florestas AD, usar o User-ID agent dedicado (software instalado num Windows Server) que pode ler logs de múltiplos DCs (Palo Alto — Deploy User-ID in Large-Scale Network).
8. Passo 6 — Configurar GlobalProtect (VPN SSL)
O GlobalProtect é a solução de VPN SSL / acesso remoto da Palo Alto. A arquitectura tem três componentes: Portal (autentica utilizadores e distribui configuração), Gateway (termina o túnel e atribui IPs aos clientes) e Agent (a aplicação GlobalProtect no endpoint) (Palo Alto — GlobalProtect Overview).
Configuração passo a passo:
1. Criar interface e zone de túnel:
- Navegar para Network > Network Profiles > Interfaces > Tunnel
- Criar interface
tunnel.1:
- IP:
10.10.50.1/24(subnet para clientes VPN) - Zone:
tunnel
- Navegar para Network > Zones e criar zone
tunnel(tipo Tunnel, interface tunnel.1)
2. Obter e importar certificado SSL:
- Navegar para Device > Certificate Management > Certificates
- Importar certificado (Let’s Encrypt ou CA comercial) para o portal/gateway
- O certificado deve cobrir o FQDN público da firewall (ex.:
vpn.empresa.pt)
3. Configurar o Portal:
- Navegar para Network > GlobalProtect > Portals
- Adicionar novo portal:
- Name:
GP-Portal - Interface: ethernet1/1 (WAN)
- Certificate: o certificado importado
- Authentication Profile: criar perfil LDAP/AD para autenticar utilizadores
- Client Config: definir o gateway que os clientes vão usar
4. Configurar o Gateway:
- Navegar para Network > GlobalProtect > Gateways
- Adicionar novo gateway:
- Name:
GP-Gateway - Interface: ethernet1/1 (WAN)
- Tunnel Interface: tunnel.1
- IP Pool:
10.10.50.10-10.10.50.200(IPs para clientes VPN) - Split Tunnel: activar e definir as rotas internas (ex.:
192.168.1.0/24) - Authentication: LDAP/AD + opcionalmente 2FA (FortiToken, Google Authenticator, SAML)
5. Criar security policies para tráfego VPN:
- Navegar para Policies > Security
- Criar regra
GP-Access:
- Source Zone:
tunnel - Destination Zone:
trust - Source Address:
10.10.50.0/24(IPs de clientes VPN) - Destination Address:
192.168.1.0/24(rede interna) - Application:
any(ou restringir por App-ID) - Action:
allow - Security Profiles: anexar
SMB-Baseline
6. Instalar o GlobalProtect app nos endpoints:
Os utilizadores descarregam o agent a partir do portal (navegam para https://vpn.empresa.pt e instalam). Para MDM (Intune, Jamf), o agent pode ser deployado silenciosamente (Palo Alto — GlobalProtect Apps).
⚠ Atenção
O GlobalProtect requer licença GlobalProtect Gateway (incluída em algumas bundles). Verificar o licenciamento antes de configurar. Para PME que só precisam de acesso browser (sem tunnel mode), o GlobalProtect Portal pode ser configurado em modo web (sem agent) — útil para acesso ocasional a bookmarks internos.
9. Passo 7 — Configurar High Availability (Active/Passive)
Para PME que não podem tolerar downtime da firewall, o HA (High Availability) sincroniza dois appliances idênticos. O modo recomendado para PME é Active/Passive: um firewall activo processa todo o tráfego, e um standby assume automaticamente se o activo falhar (Palo Alto — HA Overview).
Requisitos para HA:
- Dois appliances idênticos (mesmo modelo, mesmo PAN-OS)
- Ligações HA1 (controle) e HA2 (dados) — usar cabos directos ou VLANs dedicadas
- /30 subnets dedicadas para HA1 e HA2
Configuração Active/Passive:
- Navegar para Device > High Availability > General
- Activar Enable HA
- Configurar no firewall primário (Active):
- Group ID:
1 - Peer HA1 IP:
10.10.255.2(IP do HA1 do peer) - Local HA1 IP:
10.10.255.1 - Device Priority:
100(prioridade alta = primário) - Preemption: Enabled (o primário reassume quando recupera)
- Configurar no firewall secundário (Passive):
- Group ID:
1 - Peer HA1 IP:
10.10.255.1 - Local HA1 IP:
10.10.255.2 - Device Priority:
50(prioridade baixa = standby)
- Configurar HA2 (data link):
- Local HA2 IP:
10.10.254.1(primário),10.10.254.2(secundário)
- Activar Session Synchronization (para failover sem perda de ligações)
- Fazer Commit em ambos os firewalls
Verificar estado do HA:
show high-availability cluster state
# Verificar sincronizacao de sessoes
show high-availability cluster session-synchronization
# Verificar estatisticas de HA
show high-availability cluster statistics
# Forcar sincronizacao de config do peer
request high-availability cluster sync-from
(Palo Alto — HA CLI Cheat Sheet)
Nota: Após configurar HA, todas as alterações de configuração devem ser feitas no firewall activo e depois sincronizadas para o standby via commit. O PAN-OS sincroniza automaticamente após cada commit, mas é possível forçar sincronização manual com request high-availability cluster sync-from (Palo Alto — HA Synchronization).
10. Passo 8 — Verificar e Diagnosticar com CLI
O PAN-OS CLI tem três modos: Operational (>, o default), Configuration (#, via configure) e comandos debug. Os comandos mais úteis para troubleshooting de PME são (Palo Alto — CLI Quick Start):
Sistema e sessões:
show system info
# Estado das licencas
request license info
# Sessoes activas (resumo)
show session info
# Detalhe de uma sessao especifica
show session id 12345
# Politicas de seguranca activas (effective rulebase)
show running security-policy
NAT e routing:
show running nat-policy
# Testar qual regra NAT corresponde a um fluxo
test nat-policy-match source 192.168.1.50 destination 203.0.113.10 destination-port 80 protocol 6
# Tabela de routing
show routing route
# VPN tunnels
show vpn ike-sa
show vpn ipsec-sa
show vpn tunnel
User-ID:
show user ip-user-mapping ip 192.168.1.50
# Listar grupos mapeados do AD
show user group list
# Limpar cache de User-ID para um IP (forcar re-mapeamento)
clear user-cache ip 192.168.1.50
Security policy match (testar sem gerar trafego):
test security-policy-match application web-browsing source 192.168.1.50 \
destination 203.0.113.10 destination-port 80 protocol 6
# Testar autenticacao LDAP
test authentication authentication-profile LDAP-Profile username john.doe password
(Palo Alto — Test the Configuration)
⚠ Nota
O fluxo de troubleshooting recomendado para um admin de PME é: (1) show session info para ver o estado das ligações; (2) test security-policy-match para descobrir qual regra corresponde ao tráfego; (3) test nat-policy-match para verificar se o NAT está correcto; (4) show user ip-user-mapping ip para confirmar o User-ID; (5) verificar logs no ACC/Monitor; (6) show high-availability cluster state se for um problema de HA.
11. Erros Comuns de Configuração
| Problema | Causa | Solução |
|---|---|---|
| Tráfego bloqueado após criar regra NAT | Falta de security policy correspondente | Criar security policy com o IP público (pré-NAT) no Destination Address e a zona pós-NAT (DMZ) na Destination Zone |
| Destination NAT não funciona | Security policy usa o IP público (pré-NAT) correcto, mas com a zona errada (untrust em vez de DMZ) | A security policy deve usar o IP público (pré-NAT) no Destination Address mas a zona pós-NAT (DMZ) na Destination Zone |
| User-ID não mapeia utilizadores | User-ID não activado na zone trust | Activar User-ID em Network > Zones > trust > User-ID: Enabled |
| Policy Optimizer não mostra aplicações | Firewall nova sem histórico de tráfego | Aguardar 7-30 dias de tráfego real. O Optimizer precisa de dados para sugerir App-IDs |
| GlobalProtect não conecta | Certificado self-signed ou porta bloqueada | Importar certificado de CA confiável. Verificar que a porta 443 está aberta na WAN |
| HA não sincroniza | HA1/HA2 com IPs errados ou firewalls com versões PAN-OS diferentes | Garantir que ambos têm a mesma versão PAN-OS e os IPs HA1/HA2 estão em /30 dedicadas |
| Commit falha | Erro de sintaxe na configuração pendente | Verificar a mensagem de erro no commit log. Corrigir e fazer commit novamente |
| App-ID não identifica aplicação | Aplicação muito nova ou customizada | Verificar se há content update disponível. Para aplicações customizadas, criar custom App-ID |
| URL Filtering não bloqueia | Perfil não anexado à regra allow | Anexar o Security Profile Group (que inclui URL Filtering) à regra allow |
| HA failover não ocorre | HA timers demasiado altos ou preemption desactivada | Reduzir HA timers (recommendado: 3000ms prompt + 3000ms hold). Activar preemption no primário |
12. Checklist Rápido de Verificação
- [ ] Criar zones mínimas: trust, untrust, DMZ (e tunnel se houver VPN)
- [ ] Anexar Zone Protection Profile à zone untrust (DoS/flood/recon protection)
- [ ] Configurar interfaces físicas e atribuir a zones
- [ ] Criar security policy outbound (trust → untrust) com App-ID e security profiles
- [ ] Criar security policy inbound (untrust → DMZ) restrita por aplicação
- [ ] Criar regra default deny no fim da lista (any → any → deny)
- [ ] Configurar Source NAT (DIPP) para tráfego outbound
- [ ] Configurar Destination NAT para serviços publicados (usar IP traduzido na security policy)
- [ ] Criar Security Profile Group com AV + Anti-Spyware + URL Filtering + WildFire
- [ ] Anexar Security Profile Group a todas as regras allow
- [ ] Activar User-ID na zone trust e configurar mapeamento com AD
- [ ] Usar Policy Optimizer para migrar regras de portas para App-ID
- [ ] Configurar GlobalProtect portal e gateway se houver teletrabalho
- [ ] Importar certificado SSL confiável para GlobalProtect
- [ ] Criar security policy tunnel → trust para tráfego GlobalProtect
- [ ] Configurar HA Active/Passive se houver dois appliances
- [ ] Activar session synchronization no HA para failover sem perda de ligações
- [ ] Verificar com
show running security-policyeshow running nat-policy - [ ] Fazer commit final e testar com
test security-policy-match
